Chegada da Fiocruz a Ribeirão Preto será tema do USP Analisa

 

Plataforma da instituição, a primeira no Estado, terá parceria com três unidades da USP e Supera Parque

Após 16 anos de negociações, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chega ao Estado de São Paulo. A instalação da plataforma bi-institucional, localizada em Ribeirão Preto, será tema do USP Analisa desta semana. O programa entrevista o pesquisador titular da Fundação e coordenador do projeto da plataforma Rodrigo Stabeli.

“A Fiocruz é uma autarquia do Ministério da Saúde presente em 11 Estados. Ela é voltada à pesquisa de problemas brasileiros, sobretudo na saúde. Por exemplo, a linha de frente da vigilância das epidemias no País, por exemplo, é feita pelos laboratórios de referência da Fiocruz e pelo Instituto Evandro Chagas, do Pará. São 116 anos de existência, que começaram com o combate a moléstias brasileiras da época como a febre amarela e a peste bubônica quando a Fiocruz ainda era chamada de Instituto Soroterápico Nacional”, explica.

Em Ribeirão Preto, a Fiocruz vai atuar em parceria com o Supera Parque, que envolve a USP, a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado de São Paulo, e diretamente duas unidades da USP: a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) e, ainda o Hospital das Clínicas. O objetivo da plataforma é desenvolver pesquisa translacional na área de produção de bioinsumos, biofármacos e chips diagnósticos point of care. Os primeiros chips para diagnóstico estarão focados em zika, dengue, chikungunya e exames eletivos para o programa Rede Cegonha do Ministério da Saúde.

“O Brasil tem um déficit de R$ 15 bilhões na balança comercial em virtude da importação de medicamentos disponibilizados pelo SUS. A plataforma pretende atuar em desenvolvimentos que possam agir na redução do déficit comercial, usando a inteligência brasileira e seus parceiros para fazer produção nacional utilizando o que está preconizado pela política do Complexo Econômico e Industrial da Saúde. A atuação da plataforma bi-institucional tem como objetivo gerar subsídios que possam ser colocados na cadeia de inovação da Fiocruz, em seus centros de prototipagem e de produção para que esses processos e insumos possam ser colocados no caminho industrial e ofertados à população”, diz Stabeli.

A entrevista vai ao ar nesta sexta (24), a partir das 12 horas. O USP Analisa é uma produção conjunta da USP FM de Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.

Por: Thaís Cardoso

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