Pesquisadores buscam nascidos em 1978, 1979 e 1994 em Ribeirão Preto

Os pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP buscam nascidos na cidade nos anos de 1978, 1979 e 1994 que participam do estudo Coorte Brasileira de Nascimentos de Ribeirão Preto e São Luís para nova fase da pesquisa.

De acordo com o professor Ricardo de Carvalho Cavalli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e membro da equipe, os pesquisadores pretendem analisar as condições do indivíduo no momento atual, uma vez que as condições do parto, questões de nascimento, hábitos de saúde da mãe durante a gestação já foram avaliadas em outras etapas do estudo.

O objetivo é associar esses dados às chances desses participantes apresentarem excesso de peso, aumento na quantidade de gordura corporal, pressão alta, alteração nas gorduras do sangue e vasculares, depressão e até outros transtornos mentais menores.

A avaliação tem duração de quatro horas e os participantes passam por um questionário que atualiza os dados socioeconômicos e demográficos, investiga aspectos relacionados à saúde mental e histórico da alimentação atual.

Também haverá coleta de sangue para dosagem de substâncias relacionadas a doenças crônicas, como colesterol e outras gorduras do sangue e glicemia; avaliação da composição corporal do que já foi feito nas etapas anteriores com o uso de equipamentos que medem massa gorda, massa magra e total de água corporal; e o uso do acelerômetro, um aparelho semelhante a um relógio de pulso que registra toda a atividade do indivíduo ao longo do dia e do período de sono. Por fim avaliação da função pulmonar para avaliar a capacidade pulmonar, mas sem uso de nenhuma medicação.

O projeto Determinantes ao longo do ciclo vital da obesidade, precursores de doenças crônicas, capital humano e saúde mental – Uma contribuição das coortes de nascimento brasileiras para o SUS conta com 12 pessoas entre médicos e professores da FMRP. Eles coordenam uma equipe com cerca de 30 profissionais, entre  psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos, educador físico, terapeuta ocupacional, técnicos de laboratório, técnicos de radiologia, recrutadores, recepcionistas, secretárias e especialistas em informática.

A partir de estudos da Coorte, foram publicados mais de 60 artigos em revistas científicas. Entre os resultados quanto à mortalidade infantil, o número de óbitos no primeiro ano de vida entre os nascidos vivos no período era de 35 óbitos por mil em 1978/79 e passou a 16 por mil em 1994. “Acompanhamos a mortalidade da primeira coorte até os 20 anos de idade e observamos que a maioria dos óbitos de adolescentes ocorreu entre meninos, e a principal causa foi a violência. Uma realidade que já se observa há tempos no nosso país e está difícil de mudar.” conta o professor Cavalli.

Mais informações: (16) 3315-3306 – (16) 99339-6487

Por Giovanna Grepi

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