Ópera é o primeiro evento do novo Teatro da USP

Teatro com fosso para orquestra é o primeiro da USP e receberá a ópera Bastien & Bastienne, de Mozart, nos dias 12 e 13 de junho, às 20h30

A orquestra jovem USP-Filarmônica comemora a marca de cem concertos com a inauguração do fosso de orquestra do recém reformado e renomeado Teatro do Campus (antiga capela) da USP em Ribeirão Preto.

Na centésima apresentação a récita de Bastien & Bastienne, composta por Wolfgang Amadeus Mozart, dias 12 e 13 de junho, às 20h30, numa realização conjunta com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP e Prefeitura do Campus da USP em Ribeirão Preto. A entrada é gratuita e os lugares disponibilizados por ordem de chegada.

Sob regência do maestro Rubens Russomanno Ricciardi, a orquestra apresenta um novo elenco de jovens cantores, com a soprano Flávia Gattás como Bastienne (aluna de graduação do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (DM-FFCLRP) da USP e bolsista da USP-Filarmônica), o tenor alemão Johannes Grau como Bastien (ex-aluno do Coral de Tomé de Leipzig e da Escola Superior de Música Hanns Eisler de Berlim) e o baixo Luis Felipe Sousa como Colas (aluno de graduação do DM-FFCLRP-USP e bolsista da USP-Filarmônica). Nathalia Lorda, formada em direção cênica pela Escola de Comunicações e  Artes (ECA) da USP, assina a direção cênica, cenário, figurino e iluminação.

Mais informações: (16) 3315-0744.

Teatro do Campus

Teatro do Campus – Foto de Célia Bastos USP Imagem

Espaço criado na década de 60 do século passado, como Capela do Campus, passou por várias transformações, até ser reinaugurado em 24 de janeiro último, com apresentação da USP Filarmônica, e ganhar a denominação de Teatro do Campus.

O prédio do “Teatro do Campus” abrigou num  primeiro momento, um Centro Ecumênico com o nome de “Capela São Lucas”, um projeto arrojado para a época e sem informação de sua autoria. O prédio possui linhas modernistas com paredes flutuantes penduradas em balanço por colunas e vigas que criam um pé direito de 7 metros e 547 m² de vão livre. Os vitrais instalados na época foram produzidos por Bassano Vaccarini.

Desde a década de 70, começou a ser utilizado para atividades artísticas e culturais, como espaço de concertos da Sociedade Pró-Música e do Madrigal Revivis. Em 1983, o Coral da USP Ribeirão adota o local para seus ensaios, seguido alguns anos depois pelo Teatro Ribeirão-Pretano da USP (TRUSP).

Em 1987 passou a receber espetáculos teatrais e o altar foi transformado em palco para abrigar a OSUSP. Recebeu, a partir de então, atores como Marilena Ansaldi e Celso Frateschi, Grupo Tapa, Escola de Arte Dramática da USP, Departamento de Artes Cênicas da Unicamp, TUOV (Teatro Popular União e Olho Vivo), entre outros.

Uma das curiosidades que causou “desconforto” à comunidade foi a nudez da atriz Marilena Ansaldi (na montagem “Hamletmachine”, encenada em 1987) o que acirrou o atrito entre a comunidade católica e os organizadores do evento e culminou com o recolhimento dos aparatos litúrgicos e a proibição, por ordem do Bispo local, da realização de missas na “antiga capela”.

Em 1994 começou sua adaptação para espaço cultural, o que foi concretizado em 2003 com a inauguração do “Espaço Cultural Capela”. O uso frequente do espaço mostrou necessidades que não haviam sido contempladas no projeto anterior. Assim, em junho de 2017, iniciou a reforma para atender essas necessidades e tornar o prédio mais acessível. De sanitários ao telhado, todo o prédio foi adequado às novas normas de combate à incêndio e de acessibilidade, com construção de estrutura e instalação de elevador. As estruturas cênicas e forros foram trocados para melhorar a acústica e, ainda, teve o palco reformado.

Fachada do Teatro do Campus – Foto: Vladimir Tasca

Sobre a Ópera

Bastien & Bastienne KV. 50 (1768) é uma ópera completa composta por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Então um menino de 12 anos de idade, é possível que Mozart tenha recebido alguma orientação do grande violinista, compositor e teórico da música, Leopold Mozart (1719-1787), seu pai e mestre, em sua composição.

Por: Vitória Junqueira e Marcela Borges Moreira

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