USP inicia modernização de bibliotecas por Ribeirão Preto

Campus da USP em Ribeirão Preto terá uma biblioteca moderna e com  conceito de atendimento às tecnologias do mundo atual

Vinicius Hugo Taglione Lopes, aluno da FEA-RP – Foto: Rosemeire Talamone

Vinicius Hugo Taglione Lopes, aluno do curso de Administração da Faculdade de  Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP), é frequentador e monitor da Biblioteca Central no campus da USP em Ribeirão Preto. Para Lopes, a Biblioteca deve ter um conceito aberto e ser um agente de integração entre os alunos do campus; ser efetivamente um espaço comunitário, o que o estudante não vê hoje. Afirma que a Biblioteca Central é um espaço pouco utilizado pelos alunos do campus. “Talvez meus colegas não vejam um propósito para estarem aqui”, conclui.

É justamente para atender essa nova demanda da comunidade, de espaços de integração, que a Biblioteca Central começa a passar por uma ampla reforma a partir do mês de agosto. Segundo Marisa de Castro Pereira, chefe da Divisão de Apoio Transitório da Prefeitura do Campus da USP em Ribeirão Preto, o espaço vai ganhar um conceito moderno; passar de espaço de acervo para espaço de acesso.

Marisa lembra que durante o período de obras, as unidades de ensino vão disponibilizar salas de estudo para os alunos, com a presença de funcionários da Biblioteca Central. Já os empréstimos de livros poderão ser feitos pelo e-mail bcrp@usp.br.

Moderno e tradicional num mesmo prédio

A Biblioteca terá dois ambientes distintos; um moderno, no andar térreo, que vai ganhar um ambiente de integração mais atrativo, e um tradicional, no andar superior, com todo o acervo já existente e de interesse das unidades de ensino.

No espaço de integração do andar térreo estarão as salas de estudo individuais e espaços com empréstimos de ferramentas de tecnologias de informação e comunicação, como tablets, notebooks, fones de ouvido, telões para filmes, televisores, entre outros. No mesmo local haverá uma sala para aulas de xadrez, além da instalação da livraria da Edusp, cafeteria e uma copa para utilização dos alunos. O espaço também ganhará mais sanitários.

Novo layout do andar térreo da Biblioteca Central – Imagem cedida pela DVEF

Já no ambiente tradicional, junto ao acervo, estará a equipe técnica para assistência aos usuários na localização do material, pesquisas bibliográficas, normalização de trabalhos científicos (monografias, dissertações, teses, artigos e periódicos), consultas e empréstimos. A Biblioteca também contará com gerador para os casos de queda de energia.

Novo layout, andar superior da Biblioteca – Imagem cedida pela DVEF

Marisa diz que, historicamente, as bibliotecas sempre tiveram caráter restritivo e estático, consideradas um templo e o bibliotecário seu guardião. Com o decorrer do tempo, esse conceito foi se modificando e no presente, com a introdução das tecnologias de informação e comunicação, as bibliotecas tornaram-se uma unidade de informação e os bibliotecários, profissionais de informação. “O leitor tornou-se um usuário por buscar não somente livros, mas vídeos, mídias e reproduções sonoras, por exemplo.  Nesse sentido surge um novo conceito de biblioteca”, afirma.

Lopes comemora as notícias, especialmente a integração com a tecnologia, e espera que os softwares utilizados pela Universidade também sejam integrados, com base de dados mais competentes e maior flexibilidade. O estudante acredita que dá para melhorar o atual espaço, deixando-o mais apropriado ao estilo atual de estudar.

Projeto é piloto para as bibliotecas da USP

A reforma da Biblioteca Central em Ribeirão Preto faz parte do projeto da Universidade de modernizar suas bibliotecas. Segundo o prefeito do campus local, professor Américo Sakamoto, a identificação dessa nova realidade exige da USP uma redefinição do papel e também da imagem de suas bibliotecas para incorporação de conceitos modernos, a exemplo de algumas já existentes no País e no mundo. “O campus da USP em Ribeirão Preto foi escolhido para inaugurar o projeto piloto de modernização das bibliotecas da Universidade”, informa.

Heitor Santos Reis, aluno da Informática Biomédica – Foto: Rosemeire Talamone

Heitor Santos Reis, aluno da Informática Biomédica, curso interunidades que reúne Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) e Faculdade de Medicina (FMRP)  está utilizando a Biblioteca Central em busca de recursos computacionais e vê com alegria a nova proposta, principalmente por ser um espaço mais de vivência, mais amplo, não tão concentrado, assim como já funciona nas Faculdades de Direito (FDRP) e de FEA-RP. “Com essas mudanças, com certeza haverá mais demanda, o pessoal vai preferir ficar por aqui inclusive nos finais de semana”.

Reis acredita que a nova proposta também pode ser um espaço para a disseminação de informações sobre o uso de softwares livres. “Seria interessante para a comunidade saber que não existe só softwares pagos”. O aluno lembra que pode acontecer uma maior interação com outros acervos interessantes no campus, como a midiateca do Departamento de Física da FFCLRP, só com filmes sobre ficção científica, e com as atividades do CineCult, por exemplo”. “Nesse sentido pode melhorar até a divulgação das atividades culturais do Campus”.

Ainda com relação à comunidade acadêmica, Sakamoto enfatiza que a ideia é principalmente criar um espaço de maior integração, até com a possibilidade de atendimento 24 horas. “Serão gastos cerca de R$ 2 milhões e a reforma, que será por etapas, deverá estar concluída em junho do próximo ano”.  

Ambiente de atividades integrativas

Com a reforma e mudança de conceito da Biblioteca Central, a USP cria em Ribeirão Preto um amplo espaço de atividades integrativas para a comunidade. Um conjunto de prédios próximos um ao outro vai possibilitar diversas atividades de extensão e cultura. Ao lado do prédio da Biblioteca está o Teatro do Campus, recentemente reformado; próximo aos dois está a sede do Instituto de Estudos Avançados (IEARP), com espaço para eventos e exposições. Não muito distante está a Seção de Atividades Culturais, com extensa programação, que vai desde exposição, passando por oficinas, cursos etc, e o Centro de Educação Física e Esportes (CEFER), com diversas modalidades de atividades esportivas para as comunidades interna e externa.  

Por: Rosemeire Soares Talamone

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