USP Ribeirão ganha Escolas de Altos Estudos da CAPES

Foram contempladas as áreas de cuidados em saúde da EERP e de Doenças Inflamatórias da FMRP

A Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP e o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) – Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiado pela Fapesp – tiveram nesta semana projetos aprovados no Programa Escola de Altos Estudos, uma iniciativa promovida pela Capes para estimular a interação de programas de pós-graduação brasileiros com professores e pesquisadores internacionalmente reconhecidos.

Políticas de equidade e formação profissional

O único aprovado na área de Enfermagem, o projeto da EERP, Determinantes sociais e equidade no cuidado em enfermagem e em saúde, pretende priorizar as políticas de equidade e a formação de profissionais e pesquisadores com capacidade de geração de produtos ou resultados de inovação e mudanças da realidade social nos cenários em que os alunos se inserem.

É coordenado pelo professor Ricardo Alexandre Arcêncio e tem vice-coordenação das professoras Ione Carvalho Pinto e Regina Celia Fiorati, todos da EERP. Para os pesquisadores, profissionais da saúde deparam-se cotidianamente com os fatores sociais que têm impacto na saúde da população e enfrentam imensos desafios na prestação do cuidado em saúde de forma equitativa. “Além de contribuir na formação de recursos humanos, o projeto terá impacto positivo na internacionalização dos programas de pós-graduação envolvidos”.

A Escola de Altos Estudos será desenvolvida por meio de quatro disciplinas de pós-graduação que abordam temas como os determinantes sociais da saúde e epidemiologia crítica, a globalização e determinantes sociais da saúde, saúde e desenvolvimento regional e geo-epidemiologia. Também serão oferecidos seminários sobre o tema nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul do País.

Além dos programas de Pós-Graduação da EERP, participaram da elaboração do projeto as Universidades Federais da Paraíba, (UFPB), de São Carlos (UFSCar), do Mato Grosso (campi SINOP- UFMT), de Pelotas (UFPel) e do Rio Grande do Sul (UFRGS). E professores da University College London (UCL) da Inglaterra; Johns Hopkins University School of Nursing; Duke University; Washington University dos Estados Unidos e Universidade de Nova Lisboa de Portugal.

Pesquisadores para áreas estratégicas em doenças inflamatórias

Sob o título de “Escola de Altos Estudos em Novas Fronteiras do Conhecimento em Doenças Inflamatórias”, o projeto do CRID colabora com o estudo da fisiopatologia de doenças inflamatórias para a identificação de novos alvos terapêuticos. Serão criadas duas disciplinas nas áreas de imunometabolismo e imagiologia intravital nos Programas de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada e de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

Ambas as áreas se mostraram estratégicas para a compreensão das doenças inflamatórias. O imunometabolismo, por exemplo, é responsável por revelar os papéis das células imunes no equilíbrio do organismo e o impacto das vias metabólicas na função desse tipo de célula. Já a imagiologia intravital permite o estudo dos processos dinâmicos que ocorrem simultaneamente em um animal vivo durante o desenvolvimento dessas doenças e requer cada vez mais cientistas treinados e qualificados.

A aplicação das disciplinas será feita por pesquisadores do CRID ligados às ciências básica e clínica, além de professores visitantes internacionais ligados à Universidade de Bonn, à Universidade Johannes Gutenberg de Mainz e à Medical School Hannover, na Alemanha, e à Universidade de Griffith, na Austrália.

Além de promover a formação de recursos humanos nas áreas de imunometabolismo e imagiologia intravital, a Escola de Altos Estudos em Novas Fronteiras do Conhecimento em Doenças Inflamatórias vai contribuir para a internacionalização dos programas de pós-graduação e o estabelecimento de cooperações internacionais e intercâmbios para os pós-graduandos. O impacto das publicações científicas produzidas por esses programas também terá um reflexo positivo com a iniciativa.

Por: Joice Soares e Thaís Cardoso

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