José Antunes Rodrigues é o primeiro emérito da Sociedade Brasileira de Endocrinologia 

Título é reconhecimento aos 50 anos de carreira do já emérito da USP José Antunes Rodrigues (foto a esq.)

Professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, José Antunes Rodrigues foi nomeado primeiro professor emérito da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O prêmio foi concedido durante o décimo terceiro Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia (COPEM) 2019, realizado em maio da cidade de São Paulo.

Principal atividade de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo e um dos maiores eventos científicos da Endocrinologia Nacional, o COPEM inaugurou este ano o prêmio Professor Emérito da SBEM, um reconhecimento aos pesquisadores que atingiram alto grau de projeção no exercício da atividade acadêmica e profissional.

A homenagem foi recebida pelo já emérito da USP como um reconhecimento pelo conjunto de sua obra acadêmica e científica, mas destaca seu legado de ensino e formação de novas gerações de professores e pesquisadores. São 50 anos de vida dedicados à carreira e trabalhando no que gosta, pois “a pessoa tem que fazer o que gosta, a palavra-chave, para mim, é essa”, conta Rodrigues.

Carreira marcada pelo ensino e pesquisa

José Antunes Rodrigues é professor titular em Fisiologia da FMRP desde 1981 e professor Emérito da USP desde 2005, ainda em exercício de ensino e pesquisa na USP em Ribeirão Preto. Integrou a primeira turma de alunos da FMRP em 1959 e, logo no início, escolheu o trabalho experimental em Fisiologia, orientado por Miguel Rolando Covian, área em que obteve os primeiros resultados sobre a importância do controle neural da ingestão salina. Após seu doutoramento, continuou estudos com o professor Samuel M. McCann, um dos pioneiros em neuroendocrinologia, nos Estados Unidos.

Diversas foram suas contribuições científicas sobre o papel do nervoso central (SNC) no controle do equilíbrio hidromineral, principalmente quanto às vias neurais envolvidas nesta regulação. Foi o primeiro cientista a demonstrar a importância dos “núcleos paraventriculares e supra ópticos no controle da ingestão específica de sódio”.

Até hoje, o professor publicou cerca de 251 artigos científicos completos, orientou mais de 80 mestrados, doutorados e pós-doutorados. Ainda em atividade, aos 85 anos, atualmente, coordena estudos que procuram demonstrar modificações na expressão gênica do peptídeo natriurético atrial (ANP), vasopressina e ocitocina em áreas restritas do SNC em resposta à sobrecarga salina.

Em reconhecimento ao seu trabalho, Rodrigues recebeu diversos prêmios, entre os quais destacam-se: Membro da Academia Brasileira de Ciências; Ordem Nacional do Mérito Científico – Comendador, Outorgado pela Presidência da República e Ministério Ciência e Tecnologia; Ordem Nacional do Mérito Científico – Grã Cruz, Outorgado pela Presidência da República e Ministério da Ciência e Tecnologia; e Professor Honoris Causa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Entre as várias atividades administrativas, Rodrigues também foi diretor da FMRP no período de 1993 a 1997.

Por: Maju Petroni

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