A Floresta Amazônica pode desaparecer 

Cerca de 20% da floresta já foi devastada; perdas de 25% a 40% da área original podem ser irreversíveis

O programa Ambiente É o Meio desta quarta-feira, 11 de setembro, conversa com o engenheiro, pesquisador e coordenador do programa Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Cláudio Aparecido de Almeida, sobre o monitoramento do desmate na Amazônia. 

O Projeto Amazônia fornece dados e imagens de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento e, também, os tipos de agricultura. Almeida conta que, até 2018, cerca de 20% da floresta original já havia desaparecido; para ele os dados são preocupantes, pois, conta, “modelos climáticos recentes apontam que se o desmatamento eliminar entre 25% e 40% do tamanho original da floresta não haverá mais retorno”.

O pesquisador conta que somente no ano passado, houve desmate de cerca de 7,5 mil km². Entre os vetores estão ambientes de pastagem, cerca de 60% da área desflorestada, e agricultura como soja ou algodão, 6%. “É importante nos atentarmos para essa questão, pois estamos chegando próximo a um ponto em que não haverá mais retorno. Amazônia pode desaparecer como floresta e isso vai impactar o mundo todo”.  

Ambiente É o Meio é uma produção da Rádio USP Ribeirão Preto em parceria com professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e Programa USP Recicla da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

Sintonize Ambiente É o Meio em 107,9 MHz na Rádio USP Ribeirão ou em 93,7 MHz na Rádio USP São Paulo todas as quartas-feiras a partir das 13 horas. Reprise aos domingos, às 17h30, nas duas emissoras.

Por: Tainá Lourenço

Foto: Amazônia Real – Flickr CC

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