Busca por ações para melhorar a segurança no Câmpus reúne USP e polícias Civil e Militar

O Câmpus da USP em Ribeirão Preto deve investir ainda mais em vigilância eletrônica e nas parcerias com as Polícias Militar e Civil, especialmente para treinamentos dos Agentes da Guarda Universitária, em relação ao monitoramento eletrônico.

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Essas foram algumas das conclusões da reunião do último 21 de outubro que discutiu segurança no Câmpus. O evento reuniu, na Prefeitura da USP em Ribeirão Preto (PUSP-RP), o prefeito e o vice-prefeito do Câmpus, professores Osvaldo Luis Bezzon e Wagner Eustáquio Paiva Avelar, respectivamente; servidores da PUSP-RP e representantes das Unidades de Ensino e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) e das Polícias Militar e Civil.

O professor Bezzon, fez um breve relato sobre a criação da Superintendência de Segurança na USP e sua relação com os câmpus do interior, lembrou  do projeto de segurança para o Câmpus local, que vem sendo discutido numa comissão especifica, e das dificuldades enfrentadas para o controle de acesso à área rural da USP Ribeirão.

Comentou também sobre a colocação de câmeras no local, que está em fase final de licitação, o que foi comemorado pelo delegado do 3º Distrito Policial, Gino Santana. Para o delegado, essa é a melhor opção em questão de segurança e citou, como exemplo bem sucedido de vigilância eletrônica, o projeto Olhos de Águia no centro de Ribeirão Preto.  Já o investigador chefe da polícia, Wesley Prudente, sugeriu treinamento para a Guarda Universitária utilizar de forma maximizada os equipamentos de monitoramento que já estão instalados.

Sobre a presença da polícia no Câmpus, o professor Bezzon lembrou que o entendimento anterior da Superintendência de Segurança da USP, e da própria Polícia na época, era de que seria muito melhor aproveitada, e sem necessidade de altos custos de investimentos, a presença de uma base móvel da Polícia na USP Ribeirão. Lembrou das atribuições da Prefeitura e nos bons resultados que a retirada dos caixas eletrônicos trouxe para a segurança.

O capitão Marcelo Henrique Figueiredo, comandante da 3ª Companhia do Batalhão da Policia Militar, disse que, além da USP, sua companhia atende todo o entorno que vai até a Av. Caramuru, uma população estimada em 180 mil pessoas, com uma viatura para cada oito bairros e uma somente para a USP.

Ocorrências diminuíram nos últimos meses

Diferentemente do que foi divulgado na imprensa, o capitão lembrou que, nos últimos meses, diminuiu o número de ocorrências na USP, e que alguns dados são conflitantes entre as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública e da Guarda, em função de muitas vítimas não fazerem Boletim de Ocorrência. “É de extrema importância o Boletim de Ocorrência, pois é por meio desses dados que traçamos nossas ações. Um dos maiores problemas no Câmpus é o estacionamento de forma irregular, o que gera cerca de 20 chamadas diárias”, enfatizou o capitão.

Além de uma campanha de conscientização para os usuários utilizarem o 190, sugeriu que a comunidade uspiana utilize mais a Polícia Militar para palestras sobre segurança.  Sobre as estatísticas, a professora Lidia Rossi, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, sugeriu a integração dos dados da USP e da Polícia.

Sobre a questão da vigilância eletrônica, o chefe da Seção de Informática da PUSP-RP, Emerson Renato Cavallari, fez relato sobre os projetos para instalação de mais câmeras em locais estratégicos e, ainda, sobre as diversas possibilidades tecnológicas para controle de entrada e saída. Lembrou que cada opção terá seus prós e contras. “Só a mudança estrutural para adaptar as entradas e saídas do Câmpus, para uma fiscalização mais rigorosa, está orçada em seis milhões de reais”.

A representante da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, Denise Martins Fontes Gonçalves, informou que a Unidade faz estudos para implantar câmeras nos estacionamentos e agradeceu o trabalho prestado pelos policiais Delfino e Lopes, que atendem ao Câmpus. Na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, os policiais, segundo Julio Lippi, Assistente Administrativo da Unidade, ajudaram no melhor posicionamento dos vigias, o que já foi suficiente para não haver mais problemas nos estacionamentos do local.

Já para o representante do HC-FMRP, Adriano Lima, os problemas com segurança no Câmpus devem ser enfrentados com pequenas ações de forma contínua, como por exemplo, o investimento em tecnologia e mais parcerias com a polícia. “Se ficarmos procurando uma solução macro, que atenda todas as necessidades de uma só vez, não vamos conseguir chegar a um final satisfatório, por isso, sugiro pequenas ações que contemplem de forma contínua cada um dos problemas que o Câmpus enfrenta hoje”.

Finalizando, o professor Pietro Ciancaglini, vice-diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e presidente da Comissão de Prevenção e Proteção do Câmpus, lembrou dos problemas que ainda são enfrentados com as constantes festas na USP local, organizadas pelos alunos, mesmo que proibidas, e da falta de uma definição jurídica sobre a questão da proibição e de penalidades dessas festas.

Mais informações: (16) 3315.3522

Por: Rosemeire Soares Talamone

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