“Precisamos falar sobre suicídio!”

No dia 19 de setembro, das 13h30 às 18h, a Liga de Psiquiatria da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP promove seu XII Simpósio, desta vez com o tema “Precisamos falar sobre suicídio!”.

O evento terá duas mesas-redondas. A primeira vai tratar sobre os assuntos “A epidemiologia do suicídio” e “O suicídio na população LGBT”. Conduzem os trabalhos, respectivamente, os professores Alcion Sponholz Junior, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HCFMRP), e Manoel Antonio dos Santos, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, ambos da USP de Ribeirão Preto.

“A orientação não diretiva na prevenção do suicídio”, apresentada pelo professor Edson Garcia Soares, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, e “A esperança por um fio: suicídio e solidão”, conduzida pelo professor Alexandre Mantovani da EERP, fazem parte da segunda mesa-redonda.

Podem participar profissionais da saúde e alunos de graduação e pós-graduação. As inscrições custam R$ 10,00 e podem ser feitas no corredor da cantina da EERP, todos os dias das 13 às 14 horas e das 18 às 19h e no dia do evento. Também podem ser feitas com os membros da Liga de Psiquiatria da EERP. As vagas são limitadas.

Suicídio: dados e indícios

O suicídio está entre as dez primeiras causas de morte no mundo. Já entre os jovens de 15 a 34 anos, é a terceira causa de morte. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, mais pessoas cometem suicídio, que mata mais que todos os conflitos mundiais. Ainda segundo a OMS, o Brasil é o 8º país com mais casos de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres.

A professora da EERP, Kelly Graziani Giacchero Vedana, colaboradora do evento e pesquisadora dessa temática, afirma que não existem causas exatas do suicídio, pois ele é o resultado da soma de vários fatores de risco como: doenças físicas com maior gravidade e menor probabilidade de cura, transtornos mentais, sintomas psiquiátricos (ansiedade, impulsividade, agressividade, desesperança), traumas psiquiátricos (abuso físico ou sexual, suicídio na família) e tentativas prévias de suicídio.

Kelly alerta que deve-se ficar atento a indícios de que “um próximo possa ser uma pessoa com risco suicida. É importante avaliar os sentimentos principais de quem pensa em se matar, representados pelos 4Ds: depressão, desesperança, desamparo e desespero.”

Alertas ainda para algumas frases, como: “eu preferia estar morto”, ”minha vida não tem solução” ou “os outros ficarão mais felizes sem mim”. De acordo com Kelly, não se deve banalizar esses sinais ou, ainda, fazer julgamentos. O melhor é manter uma postura acolhedora, ajudando a pessoa a refletir sobre sua vida e as percepções das consequências do suicídio. Procurar outros meios de ajuda, como grupos de apoio, apoio religioso e profissionais de saúde, também são alternativas válidas, quando consentido pela pessoa.

O Simpósio “Precisamos falar sobre suicídio” será no Auditório I da EERP, que fica no câmpus USP Ribeirão Preto, Avenida Bandeirantes, 3900.

Mais informações na página do evento no facebook ou pelos e-mails: kelly.giacchero@gmail.com e lujope@eerp.usp.br.

Por: Stella Arengheri.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *