Descoberta molécula que pode tratar leishmaniose visceral

Estudos desenvolvidos em laboratórios da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP mostraram como o sistema imunológico age quando sofre ataque de parasitos que causam a leishmaniose visceral.

Os resultados, publicados recentemente na revista científica norte-americana Infection and Immunity, são comemorados pela área médica como importantes para novas estratégias de tratamento para uma doença que vem se expandindo geograficamente no Brasil e em outros países do continente americano e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), é responsável por 300 mil novos doentes por ano e cerca de 20 mil mortes.

A doença, popularmente conhecida como calazar, causa reação inflamatória no organismo com repercussão em órgãos como fígado, baço, medula óssea e linfonodos. Ela é transmitida para o homem pela picada de insetos popularmente conhecidos como mosquito-palha.

Sob coordenação do professor João Santana da Silva, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da FMRP, o grupo de pesquisa identificou e comprovou a importância de uma citocina (substâncias liberadas pelo sistema imunológico em respostas inflamatórias), a interleucina 17A (IL-17A), na redução da carga parasitária e proteção dos órgãos de um organismo com leishmaniose visceral.

Os trabalhos foram conduzidos pelo Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (CRID), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. A equipe agora empenha-se em descobrir os mecanismos genéticos envolvidos na regulação da infecção causada pela Leishmania infantum (espécie investigada), já que nem todos os infectados desenvolvem a doença.

Mais informações: 16 3315.4526

Por: Rita Stella, com informações da Agência FAPESP

 

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